sexta-feira, 21 de agosto de 2015
Metade de Mim
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...
Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.
www.youtube.com/watch?v=pJ_CWvPx3KU
"Oswaldo Montenegro"
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
O simples da vida
A vida é cheia de surpresas ,quando menos esperamos ela nos surpreende com novas abordagens com novas formas de enxerga-la, vida que não para,vida que segue, e quando decidimos seguir com a nossa vida percebemos que ela está interligada com uma variedades de outras vidas que mesmo tendo uma vida diferente tem o mesmo objetivo de vida,aprender algo novo na vida.
Ser ou não ser sensível as questões da vida eis a questão, decidir esta aberto a novas experiências mesmo que isso nos pareça estranho , e ir descobrindo o por que daquilo é fascinante a medida em que avançamos rumo ao desconhecido e cada vez mais ele se torna conhecido , onde cada um dos que se propõe a compartilhar sua vida , nos mostra como o ser humano apesar de suas diferenças se tornam tão iguais ,a experiência do Sensível me mostrou o que é ver e enxergar ,conseguir ver através da cortina da vida o que há por trás de cada experiência de vida ,vidas estas que aprendemos a admirar e respeitar por nos dá uma lição de vida.
Claudionor Cordeiro
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Folhas ao Vento
Ouço o vento bater
Os galhos em minha janela
Traz consigo o perfume das flores
E me faz lembrar o cheiro dela
Tão distante se encontras
longe da minha mão
deixa-me triste
Só, com a solidão
Mas o vento veio
Nesse momento me visitar
Bate forte vento
Faz-me tentar não chorar
Penso que se pudesse
Pegava carona com o vento
Ia até você
Para diminuir meu lamento
Venha vento, venha
Me leve contigo ou leve um recado
Seja meu amigo
Digas que sofro
Mas é um sofrer em vão
Pois essa destinatária
Doou-se para outro coração
O que resta fazer?
Uma coisa é certo que farei
Apanharei antigas folhas trazidas pelo vento.
Limparei os cantos da alma
Deixarei minha "casa" limpa e cheirosa
Acredito que um novo vento virá.
E consigo um novo perfume
"Adilson Costa"
Onde penduro o chapéu
Passei por muitos arvoredos,
Pinhais, montes, cidades e vilas,
Colinas, lagos, prédios e ruínas,
Beleza sem fim e horríveis penedos
Andei por planícies e montanhas,
Caminhei por vales e estreitos,
Toquei casas e apartamentos,
Imensas vivendas estranhas
Vivi em barracas e mansões,
Comi do pior, também do melhor,
Topónimos todos, não sei de cor,
Vi lugares de luz e escuridõesSeja a sarjeta ou um céu
Só na UFSB pude então perceber
que na minha terra Itabuna
É onde penduro o chapéu
Minha linda Cidade Itabuna-Bahia
Claudionor Cordeiro
sábado, 27 de junho de 2015
UM FIO D'AGUA
AGUA QUE DESDE PEQUENO VÍ JORRAR
AS MARGENS DE UMA RODOVIA, ONDE MUITOS SEMPRE A PASSAR
AGUAS SEMPRE LIMPIDA E FRESCA, IRRIGANDO A CANALETA A BEIRA
DO ASFALTO
AGUAS QUE EM DETERMINADO MOMENTO JORRA SOLITARIA
AGUAS QUE EM OUTRAS HORAS DISPÚTADA FILA FORMADA
AGUAS QUE BROTAM DO ALTO DO MORRO
AGUAS QUE NUNCA OUVI DIZER QUE FALHARAM
AGUAS QUE MATAM A SEDE, AGUAS QUE SÃO PODEROSAS
AGUAS QUE BROTAM DO BANCO DA VITORIA
QUEM NUNCA PAROU POR CURIOSIDADE
A EXPERIMENTAR UMA AGUA QUE NUNCA PARA DE JORRAR
AGUAS QUE NO NOSSO PLANETA NOS DÁ UMA FALSA ILUSÃO DE QUE
NUNCA IRÃO FALTAR, MAS SE DEPENDER DESTE FIO D’AGUA
ELE CONTINUARÁ A INUNDAR O RIO CACHOEIRA QUE LUTA PELA VIDA
E SE ANIMA TODAS AS VEZES QUE ESTAS AGUAS TOCAM AS SUAS
O FAZENDO-O LEMBRAR DA
SUA ORIGEM UM FIO D’AGUA
GOTEJANDO SEM PARAR.
QUEM VEM DE ILHEUS OU QUEM VAI DE ITABUNA PRA LÁ
IRÃO VER AS AGUAS QUE NÃO PARAM DE JORRAR.
Claudionor Cordeiro
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